Comunicação com empregados: a importância dos gestores nas organizações atuais

[Por Julia Guerra via Comunicação com Funcionário]

A comunicação entre a empresa e seus empregados precisa evoluir mostrando um posicionamento mais participativo para que o relacionamento entre ambos esteja em harmonia.

A comunicação com empregados tem um caráter estratégico e é fundamental para gerar mais comprometimento entre eles. Deste modo, é importante que as decisões sejam compartilhadas possibilitando uma aprendizagem que integre seus empregados à missão institucional.

As empresas têm passado por grandes transformações nos últimos anos e, com certeza, continuará nesse processo por muito tempo. Com esta velocidade de informações e todas as mudanças que estão ocorrendo, fica cada vez mais difícil manter uma comunicação constante e eficaz com os empregados. Gerir esta comunicação é um grande desafio. Segundo Roberto de Castro Neves “paradoxalmente, uma das comunicações mais desafiantes é aquela com o público que julgamos ser o que mais conhecemos: o público interno. As razões do desafio são várias: a natureza do relacionamento, a proximidade do emissor com o receptor, a intimidade entre as partes, a extensão da agenda comum, o nível de expectativas lado a lado, o portfólio de conflitos e, sobretudo, a influência da comunicação informal”.

A comunicação interna é extremamente importante para o sucesso nos resultados da empresa. Veja bem, se os empregados não estão satisfeitos e engajados, que futuro tem esta empresa? Hoje, este público já entendeu o seu papel de importância dentro das organizações e começam a exigir cada vez mais dela. Com isso, o papel do gestor nunca foi tão importante para construir um relacionamento confiável e próximo da empresa com os empregados.

Na visão de André Fisher “hoje o papel do homem no trabalho vem se transformando. Suas características mais humanas – o saber, a intuição e a criatividade – são valorizados. Temos de reconhecer que gerimos nossas relações com pessoas, não com recursos, o que demonstra a transição para uma realidade empresarial radicalmente diversa”.

Assim, entende-se que o gestor influencia diretamente seus empregados e deve assumir um papel cuja responsabilidade é estimular as capacidades de seus liderados. Mas, o fato é, se este gestor não é o exemplo para aqueles que estão ao seu lado e se não se torna a primeira pessoa de contato e o comunicador principal junto a sua equipe, de nada adianta. Por isso, o seu papel é fundamental para que o time se sinta parte integrante do negócio.

Além disso, é essencial que este público entenda onde trabalha, o que a empresa espera dele e, em contrapartida, possa mostrar o que espera da própria empresa e onde deseja chegar. Com isso, obviamente, os objetivos e metas do empregado e da empresa serão trabalhados em conjunto de forma coerente e objetiva.

O gestor, portanto, precisa entender o que motiva o empregado, ouvi-lo e, logicamente, saber a forma de passar esta informação adiante, para que a alta liderança entenda o que pode fazer para transmitir cada vez mais confiança e motivação. Afinal, o trabalho deve ser realizado em conjunto para que todo o processo funcione.

Acredita-se que as empresas devem investir em treinamentos profissionais com um olhar especial para os gestores. No final, todo este processo se torna um cascateamento de positividades, pois um gestor bem sucedido, normalmente, gera sucesso e motivação em toda sua equipe. Além disso, para a empresa o benefício maior é a retenção de seus talentos, como empregados engajados, que desejam fazer suas carreiras na companhia, estando sempre ao lado dela em momentos de crises e, mais que isso, tornando-os ‘propagandistas’ que garantem a qualidade de sua imagem e sua reputação.

Sendo assim, estimular, encorajar, respeitar, inspirar e valorizar são apenas algumas palavras que os gestores devem ter em mente, sempre! Acredita-se que as empresas devem investir e estimular seus gestores cada vez mais, a fim de se tornarem mais envolvidos e conseguirem transmitir as informações aos empregados de forma clara e coerente.

Por fim, as empresas devem tornar os seus empregados parceiros do negócio. Não se deve esquecer em momento nenhum que quanto mais informados eles estiverem, mais envolvidos com a missão da empresa eles estarão. Neste contexto, eles também lutarão por um mesmo objetivo: o sucesso da organização.

Julia Guerra Frate é formada em relações públicas na faculdade metodista de São Paulo. Já trabalhou com assessoria de imprensa de empresas como Apple e Fox. Era responsável pela comunicação da empresa multinacional Century 21 e atualmente trabalha na empresa Mosaic Fertilizantes do Brasil, na área de public affair, onde cuida da comunicação com funcionários, comunidade, assessoria de imprensa e responsabilidade social. E-mail: julia.frate@mosaicco.com
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