A comunicação corporativa está mudando. Você está preparado?

O horário de trabalho está cada vez mais flexível, o perfil dos empregados está diferente e a cada dia novas tecnologias e ferramentas são incorporadas à rotina das empresas. Esses são só alguns indícios de que a era digital está influenciando a maneira como nos relacionamos com o trabalho – e essas mudanças vieram para ficar!  Com a internet, ficamos frente a novas possibilidades de interação e formas de trocar informação. Nesse novo contexto, as organizações precisam passar por uma transição, adaptando-se e aprendendo a aproveitar as novas oportunidades que a vida em rede oferece, especialmente para trabalhar a comunicação corporativa e a relação com os empregados.

A revolução digital influencia a comunicação empresarial principalmente no âmbito do que realmente é comunicação interna. “Este termo coloca a comunicação dentro de um lugar – no caso, da empresa – mas com a internet hoje todas as fronteiras ficam menores, as distâncias são encurtadas, os dados circulam quase que livremente, e está na hora de as empresas aprenderem a lidar com isso”, afirma Bruno Carramenha*. Segundo ele, para acompanhar esse movimento e não se perder, é importante que as organizações considerem alguns pontos importantes em sua estratégia de comunicação:

Estarem abertas à uma comunicação interna digital

Em outra oportunidade, falamos aqui no Cultura Colaborativa que a maioria dos profissionais de comunicação interna no Brasil preferem a utilização de ferramentas colaborativas online nas empresas. Não é à toa. Para Bruno, as empresas devem reconhecer este novo contexto e sua dimensão, sem negar o digital ou estarem descoladas desse novo conceito.

As organizações desempenham um papel na vida de seus empregados e também na sociedade, por isso, precisam assumi-lo e também tentar acompanhar as mudanças. Para Carramenha, é importante que as empresas não se portem como ilhas isoladas. Elas precisam reconhecer o poder da internet, por exemplo, para utilizá-la ao seu favor.  

“Empresas podem ser grandes influenciadoras, e é importante ter visão para perceber o potencial que a comunicação tem para além dos muros da organização, se utilizar as ferramentas certas para construir diálogo entre seus stakeholders internos (empregados, líderes, alta gestão).”

Promover uma mudança cultural: saber ouvir e abrir espaço

Ao fazer uma reflexão geracional, é possível perceber que  a colaboração é uma tendência que vem crescendo, favorecida pela internet. Por isso, novas dinâmicas de trabalho exigem maior abertura, já que o mundo digital oferece, dentre outras coisas, protagonismo às pessoas. “Atualmente, conseguir representatividade é mais fácil em rede, porque lá as pessoas têm espaço para falar e serem ouvidas, o que às vezes não acontece no ambiente trabalho. Frente a isso, as organizações precisam rever a sua cultura, para não praticar uma comunicação unilateral – que acaba não sendo mais efetiva – e para aprender a ouvir”, comenta Bruno.

É importante lembrar que os empregados também podem ser influenciadores sobre a imagem da empresa onde trabalham. Por isso, as organizações que têm boas relações com seu público interno e altos níveis de satisfação deste, estão consequentemente melhor posicionadas com seus clientes. Para isso, considerar novas políticas de RH, ouvir os colaboradores, seus anseios e expectativas é essencial, ainda mais quando lidamos com nativos digitais, que são mais críticos em sua visão.

Considerar as vantagens que ambientes digitais podem propor

A entrada das tecnologias na rotina de trabalho muda a relação que tradicionalmente as empresas tinham com o espaço e o tempo de se comunicar. Se antes a comunicação acontecia de cima para baixo e o diálogo no máximo através de uma caixa de sugestões ou um e-mail falecom@, que tinham periodicidade definida, hoje as pessoas não têm mais tempo para isso. O senso de imediatismo que a era digital impõe deve ser considerado pelas empresas, mas não de forma negativa, e sim como um incentivo para desenvolver estratégias de comunicação mais dinâmicas.

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Como os comunicadores veem as ferramentas de comunicação corporativa

Se antigamente não havia problema em atualizar o jornal mural semanalmente, ou dar respostas e feedbacks com periodicidade, hoje a rotina precisa se tornar mais ágil. A nova comunicação interna deve digitalizar o ambiente organizacional para conseguir atingir essa agilidade e, segundo Bruno, deve colocar o público no centro da questão, pensando em ferramentas que estejam também alinhadas com as pessoas.

“É fundamental as empresas entenderem que os métodos do passado não funcionam com os empregados do futuro. Por isso, considerar a adoção de novas políticas de trabalho mais flexíveis, e ferramentas que facilitem a interação é o que irá ajudar a comunicação interna a ter alcance e relevância”, afirma.

Reforçando essa ideia podemos considerar a adoção de digital workplaces pelas empresas como uma boa alternativa, principalmente para a comunicação interna. Segundo o Digitalworkplace Group, os ambientes digitais consistem, basicamente, na coleção de todas as ferramentas digitais fornecidas por uma organização para permitir que seus funcionários trabalhem e relacionem-se com a empresa. Dentro das necessidades da comunicação,  as redes sociais corporativas, por exemplo, podem ser um canal com vantagens, porque simplificam o diálogo, tornam a interação mais fluída e são de fácil adaptação, já que têm uma lógica de funcionamento mais parecida com as redes já usadas pelos empregados em sua vida fora do trabalho.

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bruno carramenha

*Bruno é professor na graduação de Relações Públicas da FAAP e na pós-graduação em Comunicação Interna da mesma instituição, além de atuar como consultor de Comunicação. É formado pela Faculdade Cásper Líbero, onde atualmente desenvolve seu projeto de mestrado, e tem especialização em Gestão de Negócios e Marketing pela ESPM e em Design pela Escola Panamericana de Artes. Há onze anos vem desenvolvendo sua carreira em comunicação corporativa.

Cassiane

Cassiane Vilvert

Jornalista, editora do Cultura Colaborativa e parte do time de Marketing e Comunicação da SocialBase. Curiosa, apaixonada por fotografia e viagens.