Comunicação Interna: a maior aliada da Cultura Organizacional

A tecnologia influenciou o mundo de maneira irreversível. Ela deixou a comunicação entre as pessoas mais dinâmica, mas também provocou um fenômeno que muito vem sendo debatido: o excesso de informações. As relações se tornaram transitórias e o indivíduo mais consciente, complexo e independente. O impacto dessa realidade nas organizações é imenso e muitas não estão conseguindo se adaptar a essa nova fase: menos estável e controlável, e mais orgânica. Enquanto o mundo se comunica em rede, a grande maioria das organizações mantém a comunicação tão rígida e inflexível quanto sua hierarquia, criando um abismo entre os colaboradores e os objetivos mercadológicos cada vez mais desafiadores.

Por mais que muitos executivos declarem que a comunicação interna é um assunto estratégico, são raros os que tratam o assunto com a seriedade devida. Geralmente, ela fica sob a responsabilidade de profissionais juniores sem experiência e autonomia, focados apenas em cumprir a pauta e, por isso, promovem trabalhos previsíveis com baixíssimo engajamento dos colaboradores. Os principais gestores precisam parar de se preocupar com a comunicação interna apenas quando querem promover resultado ou algum tipo de mudança pontual, até porque, se há uma certeza, é a de que as mudanças externas continuarão sendo frequentes, complexas, imprevisíveis e rápidas.

Comunicação é parte da cultura organizacional

Assim como a boca e os ouvidos fazem parte do corpo, a comunicação interna é parte inseparável da cultura organizacional. Mesmo quando não existem canais formais de comunicação, os informais estão lá, assim como os líderes com suas atitudes, comportamentos e discursos. Considerar a comunicação como um anexo é tratá-la apenas como um conjunto de táticas e tarefas a serem executadas e não como estratégica. Essa visão só mudará quando a gestão e os colaboradores entenderem que a comunicação interna é inerente à cultura da empresa e sua função principal é garantir que todos na empresa sejam participantes ativos do modo como a organização sente, pensa, age e reage ao mundo externo. A questão é como gerenciar a comunicação interna porque ela já está lá, acontecendo nesse exato momento. Viva, mas provavelmente existindo de forma não adequada.

A tecnologia acabou com a era do monólogo das empresas com o mercado. Essa realidade exige que os distintos níveis organizacionais passem a desempenhar seus respectivos papéis alinhados com a identidade organizacional. Ser verdadeiro ao defender uma causa pela qual as pessoas sintam vontade de ouvir o que a empresa tem a dizer é um desafio que a comunicação interna, como parte de uma cultura, deve promover. Os gestores precisam estar menos preocupados em como encontrar novos argumentos – para enfatizar diferenciais de produtos e serviços cada vez mais similares -, e mais em cuidar da cultura organizacional ao ponto dela se transformar em uma vantagem competitiva, que, por ser constituída por pessoas, é impossível de ser copiada.

Fortalecendo a cultura organizacional

Com o intuito de fortalecer a cultura organizacional, bem como facilitar adaptações cada vez mais necessárias dentro do macro contexto atual, a comunicação interna deve trabalhar constantemente cinco aspectos estratégicos:

Promover os valores

Significa influenciar as atitudes e comportamentos. Uma organização possui uma cultura forte se os valores são claros, compartilhados e praticados. Realizei um projeto de branding para uma empresa com mais de 30 anos de existência, que desenvolve e comercializa softwares para gestão pública e cujo foco são as prefeituras. Um dos valores dessa empresa é a… Este artigo está publicado na íntegra na edição 18 da Revista Cultura Colaborativa. Para continuar a leitura acesse:

banner-blog

Gerson

Gerson Ferreira

Fundador e gestor da Bronze Branding, uma consultoria que nasceu para ajudar organizações e pessoas a sustentar relevância por meio da plenitude da identidade.