3 lições de grandes varejistas americanos para engajar funcionários

Os Estados Unidos são conhecidos por ser um país com uma força econômica muito grande, e o varejo certamente é um dos pontos altos da economia. Com uma competição muito acirrada, os grandes grupos precisam estar à frente em termos, principalmente, de contato com o consumidor. Um canal muito importante para isso, além, é claro, das demais políticas internas, é o corpo funcional. Eles são o cartão de visita das lojas e a força produtiva do negócio. Engajar funcionários, entretanto, é uma tarefa árdua. A motivação é, de certa maneira, individual, e alinhar estratégias e metas ao pensamento individual é uma prática de constante esforço.

É sabido, ainda, que a indústria varejista do mundo todo possui os menores índices de satisfação dos empregados. Mas então como o grande varejo faz para engajar funcionários? Como se desenvolve um time que acompanha e luta pelo crescimento da empresa?

Abordaremos abaixo três casos de sucesso do mercado varejista norte-americano.

1. Walmart e sua estratégia de gamification

Trabalhar em um grande varejista tem suas vantagens e desvantagens. Pode ser um trabalho muito estressante e cheio de metas a serem cumpridas, e, por isso, a motivação aos funcionários precisa ser constante. A multinacional americana de lojas de departamento Walmart elaborou uma nova maneira de trazer mais produtividade e, ainda, engajar funcionários. Trata-se da estratégia de gamification, que utiliza jogos que estimulam o desejo natural das pessoas por competição, conquistas, status e recompensas.

No caso da Walmart, foi elaborado um jogo digital no qual quanto mais engajados são os funcionários, mais bônus eles recebem e melhor é a experiência de compra dos consumidores. O planejamento e a execução do programa foram realizados pela consultoria Inward. O jogo possui perguntas sobre os produtos da rede de varejo e também sobre os processos realizados na empresa. Cada resposta certa garante um número de pontos que, acumulados, fazem com que o jogador avance para níveis superiores e receba cada vez mais bonificações. De acordo com pesquisa realizada pela Inward, a estratégia aumentou a retenção do conhecimento pelos colaboradores e proporcionou uma percepção mais positiva do aprendizado.
Fontes: Brand Channel, Retailing Today e Inward Consulting

2. My Macy’s: personalização para o consumidor e engajamento para o colaborador

Nas lojas físicas da rede Macy’s, uma ação estratégica denominada My Macy’s foi implementada. Atualmente, cada loja tem uma autonomia muito maior, personalizando seus produtos de acordo com a cultura do estado e cidade dos Estados Unidos em que atua. Tamanhos de roupas, estilos de bijuterias, material dos sapatos, cores, tecidos, tamanho das panelas, de potes de plástico… enfim; uma infinita gama de variedades é personalizada de acordo com o gosto e a cultura regional. Logicamente, os consumidores ficaram muito mais satisfeitos de terem os produtos pensados exatamente para eles.

Mas como essa estratégia serviu também para engajar funcionários? Simples. Agora, com mais autonomia em cada loja, as equipes têm mais decisões a tomar. Com isso, os funcionários estão mais atentos aos consumidores e são uma fonte de feedback para as lideranças. Sendo assim, sentem-se mais donos do negócio, com muito mais poder de decisão, tornando-se muito mais engajados.
Fontes: Experience Matters e Chicago Tribune

3. Costco: uma estratégia simplista para funcionários felizes

Para a varejista americana Costco, o engajamento dos funcionários depende do seu bem-estar no trabalho. A rede é conhecida por possuir colaboradores que vestem a camisa e divulgam a marca com fervor. E a empresa acredita que tudo isso provém de algo muito simples: proporcionar aos funcionários uma boa experiência no trabalho diariamente.

A Costco paga um salário acima da média, além de oferecer plano de saúde, cinco semanas de férias anuais, uma boa aposentadoria, entre outros benefícios. A empresa comprova que ter uma boa saúde financeira é primordial para engajar funcionários. Assim, enquanto alguns competidores perdem consumidores para a Internet e, ainda, passam por uma onda de pessimismo por parte dos investidores, as vendas da Costco cresceram cerca de 39% em 2013 e seu valor de mercado dobrou desde 2009.
Fontes: Business Week e People Metrics

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Crédito de imagem: Samuel Mann/CC

Radamés Martini

Radamés Martini

Rada Martini é Administrador de Empresas com MBA em Gestão de Projetos; fundador e CEO da SocialBase.