Gamification e Comunicação Interna: aplicando games no mundo da CI

Quem não teve, na infância e adolescência, ou até na fase adulta, contato com algum jogo? É uma lembrança nostálgica. E é essa experiência, por meio do fenômeno gamification ou gamificação, que muitas empresas têm trazido aos seus colaboradores nos últimos tempos. Além disso, a tendência se mostra como uma das mais modernas e promissoras em termos de tecnologia aplicada à comunicação.

 

Mas será que isso não afeta a produtividade dos funcionários? Por ser inovadora, a ideia talvez gere esse e outros temores entre os dirigentes das organizações. Entretanto, existe uma diferença entre o game que os colaboradores carregam em seus smartphones e o organizado pela companhia: os limites de jogabilidade. Por isso, as missões devem ser simples, resolvidas em torno de cinco minutos. Após isso, o profissional consegue sair daquele ambiente e retomar as atividades. Afinal, a proposta é aumentar o envolvimento do funcionário e não atrapalhar o rendimento de ninguém.

 

Vantagens de gamification para a CI

  • Apoio a treinamentos, com interface mais amigável, inovadora e que permite maior interação entre os participantes;
  • Suavização de conteúdos técnicos em situações nas quais um cartaz, folder ou apostila não bastam para auxiliar os colaboradores a absorverem as informações;
  • Estímulo a comportamentos desejados, segundo a cultura organizacional da empresa;
  • Competitividade saudável entre os profissionais;
  • Ferramenta democrática, podendo atender a públicos de níveis hierárquicos e idades diferentes – essas características, aliadas às metas da organização, só farão diferença na hora de determinar a forma, a linguagem e o grau de complexidade do game.

 

O game funciona sozinho?

É possível adotar  gamification dentro de uma campanha maior, ao lado de um conjunto tradicional de peças de comunicação, ou executá-la de maneira isolada, com a estratégia sendo desdobrada exclusivamente por uma plataforma. O que vai determinar essa escolha é o objetivo a ser atingido e o impacto que se quer trazer para os funcionários.

 

Desafios para a implementação

  • Custo de desenvolvimento, sobretudo porque o budget de CI costuma ser mais enxuto;
  • Dificuldade em tangibilizar, no início do projeto, o resultado a ser alcançado com sua execução, assim como ocorre em outras iniciativas de comunicação;
  • Insegurança diante do novo, especialmente em empresas com cultura menos arrojada.

A combinação desses fatores acaba por desmotivar as organizações a apostarem na ferramenta, fazendo-as seguirem com as soluções “feijão com arroz”.

 

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Solução

Gamification pode ser simplificado e experimentado pelas empresas, que ao comprovarem sua eficiência, podem investir cada vez mais em estratégias dessa natureza e até plataformas. O necessário é ter pelo menos uma experiência com Gamification para testar. 

 

Neste ano, por exemplo, a agência Invitro encarou a proposta de repaginar uma campanha anual de um cliente do setor financeiro, voltada à Força de Vendas de todo o Brasil. A finalidade? Incentivar os funcionários a obterem melhores performances na oferta de seu pacote de produtos e serviços. Para isso, a equipe de Criação usou o universo dos games como ponto de partida. O pedido veio após o cliente identificar que os colaboradores tinham dificuldade em entender o regulamento da campanha e o que era esperado deles na prática.

 

Assim como em um videogame, a campanha foi estruturada em diferentes fases, permeadas por toda a linguagem que cerca esse nicho. A expectativa é gerar mais engajamento dos funcionários do que em anos anteriores – o que se reverterá em melhores resultados para o negócio.

 

Para averiguar o resultado, ao fim da campanha, a agência mensurou os níveis de envolvimento, entendimento e participação das equipes. Com base no percentual de aumento  desses índices, mantidos a mecânica e o planejamento, foi possível inferir que o score veio graças à gamificação.

 

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 Por Crislayne Andrade e Vitor Miranda, da Invitro Comunicação

* Crislayne Andrade, é Coordenadora de Conteúdo da Invitro Comunicação, jornalista pela Uerj e cursa MBA em Marketing na FGV. Vitor Miranda, é Sócio e Diretor de Criação da Invitro Comunicação, formado em Publicidade e Propaganda pela ESPM, com MBA em Liderança e Gestão de Pessoas pela FGV. Para saber mais sobre esta ou outras experiências Invitro, escreva para contato@comunicacaoinvitro.com.br.