O papel do gestor como comunicador

Na edição nº 17 da revista Cultura Colaborativa abordamos o tema Liderança e autoconhecimento, fazendo relação sobre a importância do líder desenvolver seu “olhar para dentro” e, a partir disso, conseguir identificar e gerenciar o comportamento da sua equipe de trabalho. Isso porque, à medida que o líder conhece seus pontos fortes e suas competências naturais, consegue empoderar-se por meio da autoconsciência e, ao mesmo tempo, identificar as competências que faltam na equipe para ir em busca de pessoas que possam suprir essas necessidades.

Nesta edição, queremos seguir o mesmo caminho, agora abordando o papel da liderança enquanto comunicador cujo papel é de motivar diariamente sua equipe, diante de um cenário em que as pessoas querem cada vez mais fazer parte de algo, sentir-se importante, trabalhar por um propósito e fazer a diferença nas organizações. Para isso, é essencial que os líderes saibam comunicar e passar as mensagens da maneira mais assertiva aos seus liderados.

Motivação 3.0

Desde a década de 1930, a psicologia desenvolve estudos e experimentos que mostram sobre como o ser humano aprende. Essas pesquisas eram feitas utilizando animais para aplicar técnicas de reforço e punição do comportamento, ou seja, se o ele seguisse o caminho determinado pelo experimento, ganharia comida, caso contrário seria punido de alguma maneira. Nos anos seguintes, para favorecer a evolução desses estudos, cientistas passaram a usar outras atividades (que não fossem comidas, bebidas ou aplausos) para estimular e reconhecer o desempenho dos animais em jogos e brincadeiras. Surgia o conceito do “desempenho da tarefa em si”, que está relacionado ao prazer e capacidade de realizar determinada atividade.

Daniel Pink, pesquisador, escritor e autor de livros como “O Cérebro do Futuro: a revolução do lado direito do cérebro” e “Drive”, fala do modelo de motivação que mais faz sentido para as relações atuais de trabalho, o Modelo de Motivação 3.0. Se antes as motivações das pessoas advinham de ações extrínsecas e intrínsecas, hoje elas estão retornando a um estado de motivação apenas intrínseca, ou seja, agem de acordo com suas expectativas, em que o impulso para realizar determinada tarefa está relacionada à satisfação interna (prazer) e à realização pessoal (propósito). Para o autor, a autonomia, excelência e propósito são os três fatores-chave que fazem as pessoas mobilizarem suas energias para algo.

E a cenoura e o chicote?

Diante do contexto atual e contemporâneo, o papel do gestor como comunicador também precisa se readequar ao novo modelo de motivação da equipe. Se antes a comunicação para melhoria de performance estilo “cenoura e chicote”, em que a chefia motivava a equipe por meio da promessa de lutar para ganhar algo inalcançável, funcionava bem, hoje essa filosofia sai de cena, por não fazer mais sentido quando se trata de constância de performance, e passa a dar lugar à comunicação que enaltece a autonomia, a excelência e o propósito.

A autonomia está relacionada ao desejo de sentir-se seguro, bem orientado e de ter a confiança do seu líder para fazer o que precisa ser feito. Ao ter a possibilidade de realizar as próprias tarefas, o colaborador se sentirá mais feliz e motivado.

Já a excelência envolve o conhecimento técnico para desempenhar uma determinada atividade, ou seja, o ambiEste artigo está publicado na íntegra na edição 18 da Revista Cultura Colaborativa. Para continuar a leitura acesse:

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Daiane

Daiane Andognini

Psicologa e Coach, especialista em comportamento organizacional e MBA em Gestão de Negócios. Fundadora da HUG Consultoria. Atua com Gestão de Pessoas em startups que estão em fase de crescimento