O segredo para manter a alta performance no trabalho

Compreensivelmente, a alta performance no trabalho mantém gestores e líderes às claras durante à noite, contudo a preocupação também afeta todos os profissionais, que sentem-se compelidos a tornar-se cada vez mais competitivos, porém realizados sem sacrificar o seu bem-estar.

A solução típica: estender a carga horária não é mais uma opção. Grande parte dos trabalhadores já fazem isso e, em contrapartida, pagam um alto preço; o que é cada vez menos aceitável e danoso a saúde, pois além de frequentemente sobrecarregar e esgotar os colaboradores, este processo suprime momentos importantes das vidas das pessoas.

Todavia, e se as pessoas pudessem ser mais eficientes e produtivas no trabalho sem ter altos custos pessoais com isso? E se houver uma solução viável onde empresa e funcionários são beneficiados?

O ‘segredo’ não dito é que nós temos que ir ao trabalho com ao menos dois de nós. Ou seja, o Ego e o Racional. A lógica é que o ego (faço amanhã) seja puxado pelo racional (imediato) que mantém o suporte necessário para o alto desempenho.

Outro ponto importante é a forma como você se sente em relação ao que faz. Reflita sobre a maneira como você age sobre isso. Pegue uma folha de papel e trace uma linha ao meio. Liste em um lado dela uma série de adjetivos que exemplifiquem este sentimento.

Em seguida, no outro lado, descreva quais adjetivos exprimem o que você sente de negativo em relação ao trabalho ou tarefa executada.

Em raras exceções, sem essa consciência é possível gerenciar-se de maneira eficaz e quando estamos focados em nossos pontos positivos geralmente descreve-se o estado como: energizado, porém calmo; entusiasmado, confiante, otimista e apaixonado.

Infelizmente, esta não é uma maneira que nos sentimos o tempo todo. Em geral, flutuamos entre o Ego e o Racional de acordo com as demandas que nos são expostas, nossas interações e como nos sentimos em relação ao dia.

O ‘eu’ que normalmente nos serve melhor é regulado através do nosso sistema nervoso parassimpático. Ou seja, quando o nosso córtex pré-frontal – a nossa mente pensante – esta ativa. Neste estado somos capazes de fazer escolhas de forma lógica e reflexiva e tendemos a nos sentir no controle razoável do nosso destino.

Nosso segundo ‘eu’ é regulado pelo nosso sistema nervoso simpático. A amígdala – uma parte mais primitiva do cérebro – assume o comando. Este ‘eu’ é caracterizado pela luta ou fuga. Isto é: leva em conta a ação reativa e automática de quando estamos sentindo uma sensação de vulnerabilidade e ameaça, mais comumente ao nosso senso de valor e merecimento.

Na luta ou fuga, vamos nos concentrar estritamente sobre a ameaça à mão, procurando restaurar a segurança a qualquer custo. Quanto mais intensa for a ameaça, mais o nosso córtex pré-frontal é desligado, e menos podemos pensar claramente e fazer escolhas intencionais.

A questão é que a maioria das empresas investem na construção das competências dos seus funcionários. Contudo, poucas investem na melhoria das capacidades das pessoas para executar no seu melhor.

E para se chegar a um ponto de equilíbrio, entre performance e qualidade de vida, a estratégia é aprender, observar e reconhecer os estados de emoção em determinados momentos e, em seguida, traçar um planejamento para mudar o que está minando o nosso desempenho. Ter ciência sobre isso é essencial.

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Algumas pesquisas confirmam o quão poderosos são estes quatro pontos. Segundo a Harvard Business Review, no nível mais básico, os funcionários que fazem pequenas  paradas constantes durante o dia melhoram o foco em até 28% e seus níveis de saúde e bem-estar são 30% maiores.

A valorização e o respeito elevam ainda mais estes índices, 55% dos colaboradores pesquisados correspondem com altos níveis de engajamento e 100% são mais propensos a permanecer nas organizações onde atuam.

Multitarefa

Apenas 20% dos entrevistados se dizem capaz de se concentrar em uma tarefa de cada vez, contudo, 29% estão mais engajados e produtivos. No entanto, segundo a avaliação, 60% dos pesquisados relataram não ter ao menos um dos pontos de necessidade atendidos no trabalho; por outro lado, os colaboradores que reconhecem ser contemplados nas quatro necessidades são duas vezes mais engajados, produtivos e propensos a permanecer na corporação.

Os números nos trazem um abismo entre colaboradores engajados e produtivos e frustrados, contudo em um momento que se busca maior produtividade há uma enorme capacidade inexplorada pelas empresas e cabe a elas buscar satisfazer as quatro necessidades básicas e consequentemente melhorar seus níveis de produtividade e engajamento.

Adaptação: The Secret to Sustaining High Job Performance

Radamés Martini

Radamés Martini

Rada Martini é Administrador de Empresas com MBA em Gestão de Projetos; fundador e CEO da SocialBase.