Quando é a hora de priorizar a Comunicação Interna?

Saber quando é a hora de priorizar a Comunicação Interna parece uma tarefa complexa. Porém, se pensarmos que a comunicação é a base das nossas relações e que foi essencial para que o ser humano pudesse evoluir, concluímos que a Comunicação dentro da empresa é importante e deve ser sempre priorizada, porque também  é a base da relação entre a empresa e seus funcionários – seu ativo mais valioso. Assim, para uma organização que deseja evoluir e crescer, a Comunicação Interna é uma prioridade, já que ajuda no alinhamento estratégico e até a evitar crises, certo?

Certo! Ou pelo menos deveria ser, mas nem sempre é isso que acontece.

O mundo corporativo é desafiador e coloca empresas frente às mais diversas situações, que impactam e influenciam diretamente no sucesso do negócio. A cada dia uma organização depara-se com questões e problemas que vão desde as áreas mais íntimas de desenvolvimento e consolidação de um produto ou serviço, até estratégias de vendas e marketing para sustentar o negócio, ou condições adversas de mercado, passando muitas vezes por um cenário econômico fragilizado. Nas atividades de RH, por exemplo, processos que promovam motivação, engajamento, retenham talentos e diminuam turnover são os desafios em destaque.

Em meio a todos esses movimentos, nem sempre a comunicação interna é priorizada, mesmo sendo a base das relações e, muitas vezes, a solução para alguns problemas de alinhamento estratégico, de engajamento, de cultura organizacional ou de integração entre setores. Aí, ela pode ter seu potencial subutilizado, sendo feita de maneira ineficiente e ficando para depois.

Para que uma organização priorize essa atividade e, por consequência, aproveite-se dos seus resultados e benefícios, é preciso conhecê-la e entender como ela funciona.

Tipos de comunicação interna

Segundo o Great Place to Work, a comunicação tem duas vertentes complementares com funções diferentes: a comunicação corporativa e a comunicação no dia a dia. E para priorizar a comunicação interna como um todo é essencial entender suas diferenças:

“Enquanto a comunicação corporativa permeia toda a organização e esclarece as diretrizes, a comunicação cotidiana nas equipes é a responsável por transformar essas diretrizes em realidade”.

Podemos entender melhor essa afirmação em dois aspectos: o primeiro no que se refere à informações, orientações e diretrizes da empresa que devem alcançar todos, para que haja alinhamento estratégico, e o segundo que trata do diálogo dentro das equipes, para transformar objetivos em ações concretas, que se traduzem em um maior engajamento .

Com isso, já percebemos mais claramente que a comunicação interna não é um processo isolado, e que não é possível decidir quando começá-la, uma vez que ela acontece de maneira espontânea enquanto existem pessoas dentro da organização. Porém, ao mesmo tempo se ela não for reconhecida, legitimada e minimamente planejada, irão surgir os famosos ruídos na comunicação, que vai prejudicar a empresa, impactando negativamente os resultados do negócio.

Leia mais: Como acabar com os ruídos na comunicação interna

Ainda não está convencido? Vamos pensar em uma situação comum em empresas que passam por uma fragilidade econômica, por exemplo, e precisam reduzir custos. Essa redução geralmente é feita cortando equipes. Um dos problemas que esse corte pode causar é a insegurança interna entre colaboradores que, fragilizados pelo medo da instabilidade, pode aumentar o turnover voluntário.

Esse é um exemplo de cenário onde a comunicação interna, em suas duas vertentes apresentadas acima, é essencial dentro da empresa e pode ser utilizado ativamente para:

  • Utilizar a comunicação como um tranquilizador, com estratégias de endomarketing para manter o clima organizacional e preservar a cultura.

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Além desse exemplo, é possível enumerar muitos outros cenários onde a comunicação interna estratégica trará resultados positivos, promovendo alinhamento dos colaboradores, compartilhamento de conhecimento, estimulando ao atingimento das metas, empoderando o funcionário, engajando e motivando.

Por isso, ao se questionar quando é hora priorizar a comunicação interna, pense se esse é o momento em que você deseja maximizar os resultados. Se você a resposta for sim, então é hora de priorizar a comunicação interna.

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Ana Lidia

Ana Lidia Casavechia Bortoleto

Coordenadora de RH na Socialbase. Psicóloga, analista PDA e especialista em análise do comportamento atuando na área há 5 anos. Apaixonada por gerir pessoas e promover mudanças! ❤