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Quem está influenciando a geração Z

Na última década os Millennials têm sido o centro das atenções às empresas e gestores de RH. São recorrentes os temas sobre como atraí-los, recrutá-los, envolvê-los, gerenciá-los e mantê-los. Se analisarmos o mercado, nada mais correto que abordar estes temas, pois 25% dele é composto por esta massa, que nos próximos anos ocupará 75% da força de trabalho, porém mesmo assim muitas organizações não têm políticas claras para trabalhar com este público.

Contudo, os millennials estão promovendo mudanças e atingindo seus objetivos e as empresas deparam-se com um fato novo: a geração Z. Segundo Rachele Focardi, chegou o momento de voltar às atenções a eles.

Para ela, em 2020 a Geração Z terá ocupado 20% da força de trabalho e assim como a Y pegará o mercado despreparado. Porém, de acordo com a especialista, há como evitar esta surpresa e ainda ter uma grande vantagem competitiva; a chave é buscar compreender os Zs agora. E, para isso há três questões que devem ser respondidas:

Quais as diferenças entre a Z e seus antecessores?

Segundo um recente estudo da Universum, realizado com 49 mil Zs em 47 países, é evidente algumas semelhanças entre os ‘novatos’ e seus antecessores, porém existem diferenças significativas que não podem ser negligenciadas.

Quando se trata de educação e carreira, 60% dos Zs se dizem fortemente influenciados pelos pais. Outra preocupação destes jovens se relaciona as constantes crises econômicas com as quais eles cresceram; por outro lado, assim com os millennials, os Zs buscam oportunidades para poder contribuir a um propósito maior. Isto é, eles estão mais interessados em trabalhos voluntários e de caridade. Mais de 25% deles já fazem algum trabalho voluntário e 60% querem que suas futuras carreiras tenham propósito de melhorar o mundo.

O que influencia a formação da geração Z?

Este ponto, talvez, não seja novidade para ninguém, mas a surpresa está na quantidade de gadgets operados simultaneamente pelos Zs. São usados em média cinco dispositivos. Segundo estudo, esta habilidade pode ser usada para ter acesso com mais rapidez e facilidade ao conhecimento disponível na internet e, claro, gerar uma revolução – se não substituir completamente – as tradicionais salas de aula e também escritórios.

Outro dado interessante citado é: esta geração é mais propensa a engajar-se em projetos de caridade ao invés de perseguir um posto tradicional de trabalho.

Geração Z e as Faculdades

Segundo Rachel, provavelmente por estas características e a facilidade em encontrar conhecimento de qualidade na web haverá a diminuição no número de pessoas que frequentam faculdades.

De acordo com o estudo, embora haja uma forte influência dos pais em relação à educação e carreira, a maioria dos Zs ainda não escolheram uma área de estudo a seguir. Cerca de 70% deles optam por áreas que satisfaçam seus interesses pessoais e apenas 39% se dizem interessados por profissões que têm a probabilidade de altos ganhos financeiros. Na outra ponta, 43% têm pretensões em iniciar seu negócio logo após a faculdade. Para Rachele, isto significará um aumento de Startups ainda maior do vivenciado com os Millennials.

Porém, embora ambas as gerações compartilhem de muitas semelhanças, em particular quando se trata de Startups há um fascínio muito maior pelos Zs em relação ao que a tecnologia poderá alterar a realidade e o mercado de trabalho.

O que a geração Z quer?

Com a ascensão da geração ‘Y’ houve nas empresas uma corrida para tentar entender e satisfazer os ‘inquietos’, ‘mimados’ e digitais millennials. Entre as práticas mais comuns houve a implantação de salas de descompressão, de jogos, regimes mistos de homeoffice, porém isso nem de longe consegue atender aos anseios da geração, que quer realmente ser ouvida e poder participar de tudo.

A má notícia: os Zs devem ser tão críticos quanto, e, além disso, um ambiente de trabalho digital (Digital Work Place) não será uma opção.

Rachele diz que pelo ritmo acelerado e móvel dos Zs, as empresas precisam investir em plataformas de comunicação colaborativas. Segundo ela, além de uma maneira de trabalhar completamente disruptiva as organizações, para atrair esta força de trabalho, precisam investir em ações com propósitos comuns que de fato promovam mudanças sociais ao entorno da empresa. “Estas são as forças motrizes de atração aos Zs”, escreve Rachele.

A especialista explica ser fundamental às empresas entenderem desde já como trabalhar com esta nova geração. “A boa notícia é: com a unicidade demonstrada para impactar o mundo, os prognósticos é que as mudanças serão positivas”, finaliza Rochele.

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