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5 diferenças entre Rede Social Corporativa e Intranet

Rede Social Corporativa Intranet

Falar em avanços tecnológicos pode parecer clichê, mas se pararmos para pensar – embora estejamos tão profundamente confortáveis e mergulhados na tecnologia -, há 10 anos não tínhamos metade dos canais de comunicação que temos hoje: smartphones, tablets e outros gadgets, que são extensões de nossos corpos e nem eram imaginados por cidadãos comuns como nós.

No recorte corporativo a situação era um pouco mais complexa no passado: a mentalidade offline era predominante e uma empresa ter uma intranet já era considerada um avanço. Nesse contexto, empresas que possuíam outras ferramentas mais colaborativas podiam ser consideradas verdadeiras transgressoras do paradigma da época.

Contudo, passados 10 anos, hoje ainda existem empresas que insistem em manter sua Comunicação Interna ainda muito conservadora. Ou seja, com intranets transacionais que não permitem interação e deixam de lado uma infinidades de ideias, feedbacks e pontuações de colaboradores – acostumados a contribuir por vias digitais, fomentando uma rede exponencial de inovação e de capital intelectual.

Evolução

O fato é que não há mais espaço para a comunicação engessada de apenas uma via. A complexidade de como nos comunicamos tornou-se um verdadeiro Godzilla – e encará-lo como inimigo pode ser um erro.

Entender e adequar-se às novas formas de comunicação entre os colaboradores é uma obrigação tácita às empresas que pretendem reconhecimento em seu ambiente interno e no ramo de negócio que atuam.

Às organizações que entenderam este ideal, o desafio está em acompanhar os passos dados pela constante mudança da comunicação e humores relacionados à ela. Talvez, o primeiro a ser dado é perceber como se dá o processo de evolução na comunicação interna e superar as barreiras erguidas, muitas vezes, pela própria empresa.

O segundo é aprender a comunicar-se no mesmo tom e com as tecnologias familiares às utilizadas por seus colaboradores na vida pessoal. Claro, sem que esta comunicação represente perigo à segurança da empresa , ou mesmo que estas ferramentas causem danos à imagem da organização, por vazamentos de dados de clientes ou parceiros.

Por esta avaliação, discutir a concepção de uma intranet tradicional deixou de ser uma opção. Ela já fora superada. O mundo é digital e colaborativo. Ou seja, assim como usamos aplicativos para medir a pressão e contar quantas horas diárias temos de sono profundo, é natural agirmos da mesma forma no trabalho para nos comunicarmos: sem barreiras e esperando uma contra partida rápida, direta e sem ruídos de nossos superiores.

Não fique para trás

Segundo Ricardo Saldanha, consultor especializado em intranets, mesmo os ‘modelos’ mais avançados não atendem a atual demanda de comunicação. Para ele, a construção de um universo digital disruptivo criado pela proposta de outras ferramentas, como Redes Sociais Corporativas (RSC) é o que mais se aproxima dessa nova estrutura colaborativa.

Esse ambiente disruptivo, onde o chefe deixou de ser uma figura ‘encerrada em sua sala’ e as ‘paredes’ foram de fato lançadas ao chão, é o fundamento estrutural de uma RSC que, ao contrário das antigas intranets, permite que a coletividade seja o principal ativo da empresa.

Por esta abordagem, traçamos cinco pontos diferenciais entre os dois modelos.

Diferenças entre Rede Social Corporativa e Intranet

Tom da comunicação

Mesmo as intranets mais avançadas pecam em uma questão central. Ela dá à comunicação o tom B2E (empresa para colaborador). Isto é: a empresa possuí aqui um papel superior, é a instituição falando com o colaborador de uma maneira já pré-definida – ‘top-down’.

Esta é a primeira ‘parede’ rompida por uma Rede Social Corporativa – como a que desenvolvemos aqui na SocialBase. Na sua estrutura, não há a figura sisuda da empresa impondo ações, mas o papel humanizado do líder em contato direto com sua equipe.

Em outras palavras, há a ‘quebra’ da imagem da empresa como uma ‘entidade’ para uma comunicação mais humanizada – mas sem perder o tom de seriedade oficial – onde os assuntos e informações são passadas aos colaboradores de maneira mais rápida, prática e fluída.

“Não por acaso, a página inicial de uma intranet é uma homepage (onde, mesmo nas mais avançadas, o conteúdo corporativo costuma prevalecer)” destaca Saldanha. Já na Rede Social Corporativa, a a página inicial é a ‘minha timeline’, que reflete as atualizações da rede de pessoas e grupos de trabalho que o colaborador participa, que contém as informações que ele precisa saber.

Assim, conclui Saldanha: “as Redes Sociais Corporativas seguem uma lógica, de coletividade, menos engessadas do que qualquer intranet até então (mesmo as mais colaborativas). Ao não compreenderem isso, vemos muitas empresas tentando “colocar cabresto” em algo que só traz valor justamente se for tratado de forma mais aberta e participativa”.

Comunicação mais participativa

O papel da intranet é estático. O que faz com que a comunicação por ela seja morosa.

No caso de uma Rede Social Corporativa, troca de informação é o maior ativo e esta visão ainda pode causar alguns calafrios em gestores com ideal B2E em mente. Segundo Saldanha, enquanto a intranet é um canal sem interação que reduz a criatividade, e deixa o potencial de inovação permanece latente na empresa, em uma RSC o diálogo é mais fluido, e a comunicação torna-se mais participativa – mesmo com a moderação de administradores da ferramenta.

“Ocorre que falar em E2E (colaborador para colaborador) implica em falar em inteligência coletiva/organizacional”. Comenta ele. O profissional detalha que é preciso incentivar as pessoas a publicarem não apenas notícias e eventos, mas que detalhem o que e como estão fazendo. Falar abertamente de seus trabalhos promove um novo grau de consciência aos envolvidos e a partir disso o nível de resoluções de problemas e inovações aumenta e surge naturalmente o sentimento de pertencimento e engajamento.

Concluindo, as Redes Sociais Corporativas são espaços para conversas, diálogos e participação de todos. E, comenta Saldanha: “são muito menos estruturadas do que seu avô, o famoso (e rígido) ‘fórum’”.

Ambiente de colaboração

Ao contrário da dureza das intranets, a RSC volta-se às pessoas, comunidades, informação e colaboração. Retornamos aqui a discussão anterior. Tudo está conectado, a construção de algo se dá por meio da coletividade.

Pode existir a figura de um moderador na rede, que posta conteúdos e orienta o diálogo com comunicados. Mas na RSC também há o outro lado: os influenciadores, os líderes, e a participação de todos na  construção ‘à várias mãos’ deste conteúdo.

Todos podem e devem participar. A dúvida do financeiro pode ser sanada por um estagiário de suprimentos e assim por diante. Forma-se uma rede de conhecimento, disponível a todos, a qualquer momento e concentrado em um único local.

Saldanha aponta como importância estrutural na RSC dos perfis. “Perfis ricos, que capturam não só dados demográficos e o mapeamento de competências/interesses, mas também sinalizam as ‘pegadas’ deixadas pelos usuários (comunidades de que participam, últimos comentários, arquivos que compartilharam, etc.) geram inúmeros pontos potenciais de contato entre as pessoas. Uma rede social corporativa se estrutura a partir das relações entre os objetos (incluindo aí pessoas, conteúdos, comunidades, etc.), tanto quanto uma intranet não-social se estrutura a partir da Arquitetura de Informação (AI)”.

Nesse cenário, explica Saldanha, é fundamental garantir perfis ricos. “O que implica ter não só uma boa ferramenta, mas também uma mudança de atitude por parte do colaborador – o que nos remete a importância de planos de adoção (processos de gestão da mudança) e de orquestração da participação”, finaliza ele.

Interação

Não temos por cultura divulgar o que estamos fazendo. Há um certo receio que, mesmo antes de pronto, se apresentado o trabalho seja criticado e não receba o valor desejado.

Em uma Rede Social Corporativa todos seus colegas – diretos ou não – estão a um clique de você. Então, por que não compartilhar com eles o que está sendo produzido? Claro, isso demanda uma nova mentalidade cultural de gerência pessoal e corporativa.

Saldanha enfatiza que, devido ao foco estar orientado às pessoas e suas relações, promover um ambiente de interação é imprescindível ao formato. Ou seja, ao invés de concentrar seus esforços ao que se pretende postar na intranet você deve focar seus esforços nas pessoas e em suas ideias.

Fomento à inovação

Segundo Leandro Carioni, diretor de centro de empreendedorismo inovador da Fundação Certi, muitas inovações ocorrem por meio de estudos específicos que desdobram-se em soluções a outros problemas.

Em uma análise rápida, percebe-se que esse processo se anula pelo formato ‘top-down’ das intranets. O que é completamente possível na RSC. Pelo fluxo de informações que circula na rede, dependendo de como ela é ativada, pode suprir as mais variadas demandas. Em outras palavras, há a ampliação de sua base de conhecimento que pode ir desde a resolução de problemas cotidianos – por formas ainda não imaginadas por você – até mesmo a descoberta de um talento escondido em algum canto da empresa.

Além disso, uma Rede fomenta a inovação, pois em meio ao fluxo de informações.

Para Saldanha, em nosso novo mundo corporativo, a troca de conhecimento é o grande trunfo. Você tira do ostracismo todo o conhecimento que está invisível e colocá-o a sua disposição. Por outro lado, você fornece ao colaborador uma riqueza que ele não sabia que existia, “ampliando seus horizontes e promovendo a descoberta de ideias antes dispersas e aparentemente desconexas” salienta Saldanha.

Pelo nosso entendimento, acreditamos que uma Rede Social Corporativa é um elemento que surge em um momento de redescoberta da comunicação. Temos, por um lado, o fluxo exacerbado de informação (em plataformas abertas) que nos causa uma certa fobia e infelizmente ao ser mal utilizadas provocam danos a imagem de empresas, colaboradores e clientes.

Por outro, temos com essa ferramenta a chance de traçar um recorte e condensar todas as informações – sem que elas fiquem estagnadas – em um canal de interesse mútuo que são de valor para aquele público, naquele ambiente e no momento em que é necessário.

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Criado por Vinicius Bento, Customer Success na SocialBase
Atualizado por Lucas Ferreira no dia 03/07/2018

Sobre o autor

Lucas

Lucas Ferreira

Publicitário com experiência em Produção de Conteúdo e Design, atualmente faz parte da equipe de Customer Growth da SocialBase e escreve para o blog da SB, antigo Cultura Colaborativa, um dos principais blogs brasileiros sobre comunicação interna.

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